O presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Ricardo Cappelli, visitou nesta quinta-feira, 20, as instalações das farmacêuticas EMS e União Química, ambas localizadas em Santa Maria, região administrativa do Distrito Federal. O objetivo da agenda foi conhecer in loco os processos de produção, as inovações tecnológicas e os desafios enfrentados pelo setor, que é um dos pilares da Nova Indústria Brasil (NIB).
“A indústria farmacêutica brasileira é um setor que vem se modernizando, trazendo equipamentos mais avançados e gerando empregos. No entanto, ainda enfrentamos um grande desafio: a produção dos princípios ativos aqui no Brasil. A maioria deles é importada, o que encarece a produção e nos torna dependentes do exterior. Precisamos mudar essa realidade”, destacou o presidente da ABDI.
Durante a visitação às instalações da EMS, uma das maiores indústrias farmacêuticas do Brasil, foi possível observar algumas etapas da fabricação de comprimidos e cápsulas, como o envase e o armazenamento, além de conhecer as novas instalações em construção destinadas à produção de medicamentos hormonais. Participaram da visita o gerente de produção Cleber Fabiano Ruiz e o diretor de Operações Ronoel Caza de Dio.

Além da unidade de Brasília, a EMS possui complexos produtivos em Jaguariúna e Hortolândia, ambos em São Paulo, e em Manaus (AM), com a Novamed, uma das maiores fábricas de medicamentos sólidos do mundo.
Em seguida, a comitiva da ABDI se dirigiu à União Química, instalada em Brasília há 20 anos. A unidade conta com 1.600 colaboradores e é dedicada à fabricação de medicamentos para a divisão de saúde humana e inclui um centro de pesquisa e desenvolvimento de novos produtos. A visita foi acompanhada pelo diretor industrial Gustavo Fraga Ribeiro.

As agendas reforçam o compromisso da agência com a Missão 2 do programa Nova Indústria Brasil (NIB), que busca modernizar e impulsionar a indústria farmacêutica no país. O fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis), um dos pilares da nova política industrial liderada pelo Governo Federal, prevê investimentos de R$ 57,4 bilhões até 2026, entre recursos do poder público e da iniciativa privada. A meta é aumentar a produção nacional de insumos e medicamentos prioritários para o Sistema Único de Saúde (SUS), reduzindo a dependência de produtos estrangeiros e promovendo inclusão social e sustentabilidade ambiental.
