Explica Aí, ABDI: Festival Curicaca 

Explica Aí, ABDI: Festival Curicaca 

Durante cinco dias, Brasília será palco de conexões estratégicas, experiências imersivas e debates sobre reindustrialização verde, novas tecnologias e políticas públicas para o futuro do Brasil.

Em 2025, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) realiza o Festival Curicaca, uma iniciativa que promete transformar Brasília no grande palco nacional da reindustrialização sustentável. Ao longo de cinco dias, a capital federal reunirá especialistas, autoridades, empresários e inovadores do Brasil e do mundo para discutir o futuro da economia e da tecnologia. 

Mais do que um evento, o Curicaca será um evento vivo de debates, experiências e conexões estratégicas. “Haverá programas de aceleração com mentoria da ABDI e de parceiros para impulsionar modelos de negócios sustentáveis, além de painéis com cases globais sobre temas como transição energética e bioeconomia”, explica Marcelo Gavião, assessor especial da ABDI. Em entrevista ao editorial do Explica aí, ABDI, Gavião adiantou mais detalhes sobre a proposta do festival, que deve posicionar o Brasil como referência em inovação sustentável e indústria verde. 

Brasília, cidade planejada no centro do país e com uma das melhores infraestruturas para eventos no Brasil, foi escolhida por sua relevância política e capacidade de articulação nacional. “A capital é o lugar ideal para integrar políticas públicas, inovação e mercado. O Curicaca vai ocupar o Estádio Arena BRB Mané Garrincha como centro pulsante, irradiando atividades por toda a cidade”, destaca Gavião. 

O que é o Festival Curicaca e qual é o papel da ABDI na realização do evento? 

Marcelo Gavião: O CRCC – Festival Curicaca será um marco na transformação da indústria brasileira, reunindo governo, empresas, universidades e sociedade em uma programação ampla, dinâmica e profundamente imersiva. Mais do que um evento, o Curicaca representa um movimento em favor da NIB (Nova Indústria Brasil), promovendo a integração entre desenvolvimento industrial e responsabilidade ambiental. Ao alinhar a indústria nacional aos desafios climáticos globais, o festival cria pontes concretas entre produção, educação e sustentabilidade, impulsionando a construção de um futuro mais inovador, verde e inclusivo. 

Por que Brasília foi escolhida para sediar o festival? Como se dará o evento na cidade? 

Marcelo Gavião: O Festival Curicaca foi concebido como um evento totalmente imersivo e sensorial, com um coração pulsante no Estádio Arena BRB Mané Garrincha, mas que ao mesmo tempo se expande e se conecta com toda a cidade de Brasília. A escolha da capital como sede não é casual: sua localização central, o fato de ser uma cidade planejada, com boa infraestrutura e reconhecida segurança, foram fatores determinantes. Mais do que isso, Brasília é o epicentro político e estratégico do país, onde grandes decisões nacionais são formuladas. Realizar o Curicaca nesse território reforça o compromisso de articular políticas públicas, inovação e sustentabilidade em escala federal. Durante o festival, a cidade se tornará um verdadeiro laboratório de ideias, promovendo a conexão entre poder público, sociedade civil e mercado, em nome de um futuro mais inclusivo, resiliente e transformador. 

Como o Curicaca buscará promover a integração entre indústria, inovação e sustentabilidade na prática? 

Marcelo Gavião: O CRCC adotará uma abordagem prática e colaborativa, com desafios em que empresas e startups cocriarão soluções para problemas reais, como logística reversa e descarbonização. O evento contará com demonstrações tecnológicas de protótipos voltados à economia circular, cidades inteligentes e agro sustentável. Além disso, haverá programas de aceleração com mentoria da ABDI e parceiros para impulsionar modelos de negócios sustentáveis, além de painéis com cases globais sobre temas como transição energética e bioeconomia. A integração entre os participantes será fortalecida por dados e métricas concretas, incluindo a medição do impacto gerado pelos projetos durante o evento. 

Quais são os diferenciais do evento para o público que deseja se conectar com tendências e oportunidades de negócio?  

Marcelo Gavião:  O evento reunirá CEOs, ministros e investidores, promovendo acesso direto a tomadores de decisão e favorecendo conexões de alto impacto. Com foco em oportunidades emergentes, temas como hidrogênio verde, créditos de carbono e Indústria 5.0 terão espaço de destaque. Startups nacionais e internacionais, pré-selecionadas pela ABDI e por instituições parceiras, irão compor uma vitrine de inovação com soluções tecnológicas de ponta. Para potencializar as interações, uma plataforma digital de matchmaking permitirá agendamento de reuniões estratégicas entre os participantes. Além disso, conteúdos exclusivos como relatórios setoriais e projeções de mercado serão lançados durante o evento, oferecendo uma visão aprofundada dos principais setores em transformação. 
  

Quais setores econômicos o festival buscará impactar? 

O Curicaca terá como foco os setores estratégicos para impulsionar a reindustrialização sustentável do Brasil. Entre eles, destacam-se a energia renovável, com ênfase em fontes como eólica, solar, hidrogênio verde e bioenergia; o agronegócio sustentável, priorizando práticas como a agricultura regenerativa e a rastreabilidade; e a tecnologia e Indústria 5.0, com soluções baseadas em Internet das Coisas (IoT) e manufatura aditiva. A bioeconomia também será um eixo central, com destaque para bioprocessos e produtos oriundos da sociobiodiversidade. O evento abordará ainda cidades inteligentes, explorando temas como mobilidade limpa e gestão de resíduos; economia criativa, com foco em inclusão e impacto social; e defesa e soberania, com ênfase em medidas de adensamento produtivo e tecnológico. 

O que o público pode esperar do evento?  

O Curicaca será um ecossistema pulsante e vibrante, onde ideias se transformam em negócios, com startups conectando a investidores e fundos de impacto. A sustentabilidade será tratada como estratégia lucrativa, com cases reais demonstrando como práticas ESG podem reduzir custos e gerar receita. Políticas públicas sairão do papel por meio da apresentação de programas de incentivo por autoridades, como a Lei do Hidrogênio e editais voltados à inovação. A experiência será outro diferencial, com workshops de design thinking e simulações de cidades carbono zero promovendo aprendizado prático. Tudo isso em um ambiente onde a cultura inspira transformação, com intervenções artísticas e gastronomia sustentável celebrando a diversidade e a identidade brasileira. 

O que são os eventos do Curicaca nas cidades e como eles se conectam ao grande festival de outubro em Brasília? 

O Circuito CRCC 2025 iniciou em maio e já movimenta diversas cidades brasileiras com ativações culturais. A proposta é levar mini versões do Festival Curicaca a diferentes localidades do país, promovendo mostras, palestras, experiências imersivas e outras atividades voltadas à difusão artística e ao fortalecimento da cultura local. 

A programação passa por estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraíba, e ganha destaque especial no Distrito Federal, onde o circuito marca presença em dez Regiões Administrativas. A agenda começou por Taguatinga, em maio e segue até setembro com ações em regiões como Planaltina, São Sebastião, Sobradinho, Paranoá, Samambaia, Gama, Santa Maria, Guará e Ceilândia. 

A proposta é aproximar o público das linguagens artísticas contemporâneas, promovendo encontros, reflexões e vivências culturais ao longo de todo o percurso. As atividades fazem parte de uma grande caravana que culmina de 7 a 11 de outubro, em Brasília, quando a capital federal recebe a edição principal do Festival Curicaca, com uma programação intensa e impacto em todo o território do DF. 

Festival Curicaca - Taguatinga Dia 1