ABDI debate mecanismos de financiamento climático para biomas brasileiros na COP30

ABDI debate mecanismos de financiamento climático para biomas brasileiros na COP30

Em debate promovido pela CNI, diretora Perpétua Almeida defende integração entre políticas públicas, investimento privado e inovação para transformar a biodiversidade nacional em oportunidades sustentáveis de desenvolvimento.

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) participou, nesta terça-feira (11), do painel “Financiamento Climático para Biomas Brasileiros”, realizado no Pavilhão da Confederação Nacional da Indústria (CNI), na Blue zone da COP30, em Belém (PA). O debate reuniu especialistas para discutir mecanismos financeiros inovadores capazes de acelerar a bioindústria e a transição ecológica nos biomas brasileiros, com foco especial na Amazônia.

Representando a ABDI, a diretora de Economia Sustentável e Industrialização, Perpétua Almeida, destacou o papel estratégico da Agência em conectar inovação, indústria e sustentabilidade, promovendo a transformação da biodiversidade brasileira em bioindústria de alto valor agregado. O painel foi uma iniciativa conjunta do Instituto Amazônia + 21 e da CNI.

Perpétua ressaltou o paradoxo existente no cenário global: embora trilhões de dólares estejam disponíveis em fundos verdes, esses recursos raramente chegam aos projetos locais de maior impacto socioambiental positivo. Segundo ela, o desafio é construir pontes entre o capital global e as iniciativas locais, superando barreiras de informação, governança e estruturação.

“Faltam pontes entre o capital global e as iniciativas locais. As barreiras não são apenas financeiras, mas também de informação, de governança e de capacidade de estruturação de projetos. É aqui que instituições públicas brasileiras, como a ABDI, desempenham um papel essencial. Atuamos em rede para desenvolver mecanismos que reduzam o risco dos investimentos em bionegócios e atraiam recursos privados complementares”, afirmou.

Durante o painel, a diretora apresentou iniciativas concretas da ABDI para fortalecer a bioeconomia nacional. Entre elas:

  • Mapeamento da bioindústria na Amazônia, em parceria com o IPAM, que identificou mais de 11 mil empreendimentos e seus principais gargalos;
  • CBA Open, projeto que transforma uma estrutura em Manaus em um hub de bionegócios voltado à inovação e à industrialização sustentável;
  • Aporte de R$ 2 milhões ao Fundo Facility do Instituto Amazônia + 21, destinado à mobilização de capital para projetos sustentáveis na região.

Com essas ações, a ABDI reafirma seu compromisso em integrar políticas públicas, capital privado e inovação tecnológica para escalar a bioindústria brasileira e impulsionar uma transição ecológica justa e produtiva.