A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) participou, nesta terça-feira (29), do evento “Propriedade Intelectual e Música: Sinta o Ritmo da PI”, no Sesi Lab, em Brasília, em celebração ao Dia Mundial da Propriedade Intelectual. Organizado em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Pró-Música Brasil, o encontro debateu a economia, o papel fundamental da criatividade e da inovação na construção de uma indústria criativa diversa e próspera.
A propriedade intelectual corresponde aos direitos legais sobre criações de obras intelectuais, dividindo-se em duas categorias principais: os direitos autorais – que protege obras literárias, artísticas e científicas – e a propriedade industrial – relacionada a marcas, patentes, desenhos industriais, entre outros. Segundo o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), em 2022, o Brasil registrou cerca de 27 mil pedidos de patentes de invenção, enquanto a China, líder mundial, alcançou a marca de 70 mil.
O presidente da ABDI, Ricardo Cappelli, participou da mesa de abertura, destacando os desafios e oportunidades da indústria criativa no contexto do desenvolvimento industrial brasileiro.
“A indústria criativa está diretamente conectada ao desenvolvimento da indústria brasileira, abrangendo setores como a música e o audiovisual. Temos como desafio incentivar tanto a produção dentro das cadeias criativas no Brasil quanto o registro de seus produtos, ampliando o número de patentes e fortalecendo a proteção da propriedade intelectual nacional.”
Empreendedorismo criativo
O setor tem se consolidado como vetor de desenvolvimento econômico, social e na geração de empregos. Impulsionado pelo consumo digital durante a pandemia, a indústria musical movimentou cerca de R$ 252 bilhões em 2023 e gerou mais de 8 milhões de empregos diretos e indiretos, segundo dados do Observatório Itaú Cultural.
A gerente da Unidade de Desenvolvimento Industrial, Cecília Vergara, participou do painel “Cadeias Produtivas da Música e das Indústrias Criativas e suas Oportunidades no Pós-Pandemia”, no qual abordou desafios para o setor, como a capacitação profissional, destacando a importância de políticas públicas que incentivem o empreendedorismo criativo.
“Hoje, fica evidente que a indústria criativa é fundamental não apenas para a economia, mas também para o fortalecimento social das comunidades. Seu impacto vai muito além do financeiro: trata-se de um agente de transformação social”, disse Vergara.

Durante o painel, também foi levantado a popularização das plataformas de streaming e a expansão da música gravada e de produções audiovisuais durante o isolamento social. O investimento desde a fase de criação até o registro de propriedade intelectual, garantindo inovação e segurança jurídica para artistas e autores impulsionam o setor criativo
A ABDI está investindo em projetos inovadores como o “Decola Hip Hop”, que visa fomentar a indústria criativa no Rio Grande do Sul, capacitando profissionais, promovendo soluções para desafios socioeconômicos em comunidades periféricas e articulando criatividade e tecnologia. Além disso, projetos como o “Metaindústria” e “Festival Curicaca” também se comprometem com a inovação e a economia criativa.