A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a Polícia Federal firmaram, nesta quinta-feira (06/11), um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para fortalecer a segurança pública em áreas de fronteira por meio de soluções baseadas em Internet das Coisas (IoT) e Inteligência Artificial (IA).
A iniciativa, que faz parte do Projeto Mitra Nacional, contará com investimento estimado em R$ 3 milhões e abrangerá, em sua primeira fase, as fronteiras dos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Amazonas e Roraima.
O ACT tem como objetivo aprimorar o monitoramento e o controle das fronteiras, aumentando a eficiência das ações de fiscalização e o combate a crimes transfronteiriços. Participaram da cerimônia o presidente da ABDI, Ricardo Cappelli, o diretor de Desenvolvimento Produtivo e Tecnológico, Carlos Geraldo Santana, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues.
Cappelli destacou que a iniciativa consolida a integração entre inovação e políticas públicas. “O acordo com a Polícia Federal reforça o compromisso da Agência em levar inovação aos desafios do Estado. Vamos utilizar soluções de IoT e Inteligência Artificial para ampliar a capacidade de monitoramento e resposta nas áreas mais sensíveis do país. É tecnologia a serviço da vida, da soberania e da integração nacional”, ressaltou.

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, reforçou que a tecnologia é essencial para reforçar a proteção das fronteiras. “Com a cooperação da ABDI, a Polícia Federal amplia sua capacidade de inovação e aprimora os mecanismos de investigação e fiscalização, sempre em benefício da sociedade brasileira.”
Carlos Geraldo, por sua vez, destacou o potencial da iniciativa. “O uso de tecnologia reduz distâncias, acelera a atuação policial e fortalece o combate ao crime organizado. Agora, nossa missão é ampliar essas soluções para toda a faixa de fronteira e incorporar ainda mais inteligência artificial e novos equipamentos para apoiar o trabalho da Polícia Federal.”
A iniciativa prevê cases de demonstração tecnológica, relatórios de desempenho e estudos para replicação das soluções em outras áreas do país, além de fortalecer a cadeia produtiva nacional ligada ao mercado de segurança pública.
Fotos: Helio Montferre