KondZilla fala sobre inovação, propósito e legado no Festival Curicaca

KondZilla fala sobre inovação, propósito e legado no Festival Curicaca

Produtor musical transformou o funk em negócio digital de sucesso e defende inovação e tecnologia para criação de mais oportunidades

Dono do maior canal do YouTube da América Latina com quase 68 milhões de inscritos, Konrad Cunha Dantas (foto), conhecido mundialmente como KondZilla, participou nesta quinta-feira (9/10) do painel Vozes que ressoam: cultura, alcance e o poder da narrativa urbana. A conversa ocupou o Palco NIB, o principal do Festival Curicaca, apresentado pelo Ministério da Cultura e pela Petrobras por meio da Lei de Incentivo Cultural.

“Sou mais um moleque de quebrada que contrariou as estatísticas”, afirmou ele, para uma plateia formada em sua maioria por jovens. O painel foi conduzido pela curadora geral do Festival, Patrícia Marins.

Nascido na periferia do Guarujá (SP), KondZilla transformou o funk em um negócio digital de sucesso, gerando empregos e oportunidades, especialmente para jovens da periferia. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão clipes que se tornaram fenômenos nacionais, como Baile de Favela, de MC João, com 257 milhões de visualizações, e Bum Bum Tam Tam, de MC Fioti, que chegou a 1,9 bilhão de views. Em 2017, foi reconhecido pela Forbes Brasil como um dos empresários mais influentes do país com menos de 30 anos. Dois anos depois, lançou a série Sintonia, produzida pela Netflix, consolidando seu papel como inovador na produção audiovisual nacional. 

Durante o bate-papo no Festival Curicaca, KondZilla destacou a importância da inovação, da tecnologia e da educação como ferramentas para gerar oportunidades e fortalecer a economia criativa nas periferias. “Por mais que eu seja conhecido por ajudar jovens que estão na frente das câmeras, também revelamos muitos executivos. A periferia não pode ser só de atores, cantores ou jogadores de futebol. O entretenimento é uma camada de pertencimento, mas é com tecnologia e educação que podemos transformar o país”, disse.

Segundo o produtor, o sucesso no funk envolve muito mais do que o artista em destaque. “Para um funkeiro fazer sucesso, há uma enorme equipe por trás que precisa ser valorizada, como produtores, advogados, programadores, profissionais de RH”, ressaltou.

KondZilla também refletiu sobre o papel das marcas e da comunicação na era digital. “Todo mundo é uma marca. Mas o futuro das marcas é virar um verbo. Um dos meus erros foi achar que eu era youtuber, instagramer, tiktoker… Na verdade, eu sou comunicador”, comentou.

Para ele, ainda há um abismo entre os times de marketing e negócios nas empresas. “O marketing se preocupa com o posicionamento da marca, mas nem sempre com o produto principal. Falta franqueza para vender mais, seja água, relógio ou carro. É essa clareza que constrói uma narrativa verdadeira para o público. Se não for para falar de jovem, periferia e de negro, não precisa contratar Kondzilla”.

Ao falar sobre planejamento e execução, o criador da produtora KondZilla defendeu o poder da organização. “Para tirar uma ideia do papel, primeiro é preciso colocá-la nele. Duas coisas mudam a vida das pessoas: Excel e PowerPoint. Se você não consegue organizar seu projeto, não vai torná-lo realidade.”

KondZilla também relembrou desafios que enfrentou ao buscar mudar a estética do funk e afastar estigmas associados ao gênero. “Nosso maior desafio foi convencer artistas e empresários a tirar palavrões, nudez e armas dos clipes. Muitos acharam que eu ia falir. Mas seguimos firmes.”

O esforço deu resultado. Em fevereiro de 2017, o clipe Deu Onda, do MC G15, o primeiro produzido a partir dessa nova roupagem pelo KondZilla, foi o segundo vídeo mais assistido do mundo no YouTube naquele mês. Entre as dez músicas mais vistas na plataforma, três eram produções da KondZilla.

Ele aconselhou ainda os jovens a confiarem em seus instintos e não temerem o processo. “Acredite no seu coração, ele nunca te trai. Se você não está confortável, não faça. Se tiver medo, vá com medo mesmo. Aprenda no caminho, troque experiências e se divirta com seus parceiros. A linha de chegada dura pouco; o que importa é quem está com você nas trincheiras.”

O Festival Curicaca

A primeira edição do Festival Curicaca — batizado em homenagem à ave símbolo do Cerrado, conhecida por anunciar mudanças no tempo — nasce com um propósito claro: reposicionar o Distrito Federal como o epicentro da inovação industrial brasileira.

Inspirado no modelo descentralizado do evento norte-americano South by Southwest (SXSW), o festival levará conteúdos e experiências para diversos pontos da capital, promovendo uma verdadeira imersão na criatividade, tecnologia e cultura.

Com expectativa de reunir 100 mil pessoas ao longo de cinco dias, a programação inclui circuitos de startups, experiências sensoriais, gastronomia, games, exposições e shows.

A curadoria do Festival Curicaca está organizada em 10 trilhas de conhecimento, alinhadas às 6 missões da Nova Indústria Brasil (NIB). Na Arena BRB, os participantes encontrarão um ecossistema vibrante de palcos temáticos, com centenas de painéis e especialistas renomados. Cada palco foi cuidadosamente pensado para provocar reflexões estratégicas e atuais sobre os rumos do Brasil. São eles:

Palco NIB Petrobras: O palco principal do evento reunirá keynotes internacionais e debates sobre o futuro do Brasil. Entre os confirmados estão Mariano Gomide (VTEX) e Verena Paccola (Forbes Under 30). Os temas incluem a estratégia da Nova Indústria Brasil, descarbonização, robótica e o potencial brasileiro no cinema e no turismo global.

Palco Futuro (Sebrae): Dedicado a explorar o impacto da revolução tecnológica no trabalho e na sociedade, contará com nomes como Samuraí Brito (Itaú) e Maria Paula (atriz e mestra em saúde mental). Inteligência artificial, novos modelos de educação e bem-estar digital estarão em pauta.

Palco Indústria (BNDES): Voltado para tecnologia, capital e narrativas que moldam o futuro industrial, com Mariana Vasconcelos (Agrosmart), Camila Achutti (Mastertech), Daniel Balaban (ONU), Nina Santos (Políticas Digitais) e Billy Nascimento (Forebrain). Fundos de impacto, mobilidade, liderança digital e combate à desinformação serão debatidos.

Palco Inovação (Finep): Espaço para cases de empresas e startups que transformam pesquisa em impacto real. Entre os nomes confirmados estão Luana Raposo (Biotech) e Juliane Blainski (ManejeBem).

Palco Petrobras Cultural: Voltado à força da cultura brasileira, com shows, espetáculos e experiências que celebram a diversidade artística e a economia criativa.

Além dos palcos, a estrutura contará com experiências imersivas para toda família, como uma cidade futurística, experimentações científicas, feiras, desafios de inovação com startups e ativações do setor produtivo de todo o Brasil.

O Festival Curicaca tem o patrocínio cultural da Petrobras por meio da Lei Rouanet e do Ministério da Cultura, além de parceiros como BNDES, Embratur, Embrapii, ABIMDE, CNI, Senai, Sebrae, CNI, Finep, Huawei, Embrapa, Universidade Católica de Brasília, IFB, UNB, P&D Brasil, Ministério da Fazenda, MEC e MDIC.

SOBRE A ABDI

A ABDI é vinculada ao MDIC/Governo Federal e atua para fortalecer a indústria nacional, impulsionando a competitividade, inovação e sustentabilidade do setor produtivo.

SERVIÇO

Data: 7 a 11 de outubro de 2025
Local: Estádio Arena BRB e outros pontos de Brasília (DF). Acesso imprensa: Portão A.
Informações: www.abdi.com.br/curicaca
Assessoria de imprensa: [email protected]
Credenciamento: https://forms.office.com/r/y9pevZvy9b

Ingressos gratuitos no app “Festival Curicaca” ou pelo site: www.abdi.com.br/curicaca

Foto: Artur Dias